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08/11/2010

FESTIVAL CANOA CULTURAL AGITA A CENA EM BOA VISTA / RR


Dentre os dias 10 e 15 de novembro serão realizados simultaneamente no Parque Anauá a Feira do Empreendedor, promovida pelo SEBRAE, e o Atual Empreendedor, promovido pela Faculdade Atual da Amazônia.

Durante os eventos o Coletivo Canoa coordenará um palco com atrações diversas. O Palco Canoa Cultural receberá desde apresentações de grupos de teatro, shows com artistas locais até apresentações nacionais. Dentre os convidados estão às bandas Mini Box Lunar (AP), Cabruêra (PB), Tereza (RJ) e Coyotes Voadores (AM, Ex - Tetris).


A programação completa do Palco será a seguinte:


Abertura da Feira:


Palácio da Cultura

10/11 – Abertura da Feira


20h- Espetáculo Universo Casuo


– Cia Criart Teatral e Cia de dança aérea Cruviana farão intervenções livres diárias.


Festival Canoa Cultural


10/11 – Palco Cultural


19h – Halyson Christian e banda

19h50 - Banda HCL

20h40 – Banda Ostin

21h30 – Banda JamRock


11/11 – Palco Cultural

19h – Quadrilha Arrastão Caipira

19h40 – Eliakin Rufino e banda

20h30 – Cabruera (PB)

21h30 – Banda Elvis From hell


12/11 – Palco Cultural

19h –
Cia Arteatro - teatro

19h40 – Neuber Uchôa e banda

20h30 – Teresa (RJ)

21h30 – Banda Veludo Branco


13/11 – Palco Cultural

19h –
Cia Locômbia - teatro

19h50 – Ben Charles e banda

20h40 – Banda Mr. Jungle

21h30 – Coyotes Voadores (AM) (Ex – Tetris, a única banda do Amazonas mais uma vez participando dos festivais organizado pelo Coletivo Canoa)


14/11 – Palco Cultural

19h -
Reivax X (DF) teatro

19h50 – Serginho Barros e banda

20h40 – Gang do Rap

21h30 – Banda Iekuana


15/11 - Palco Cultural

19h –
Euterpe

19h50 - Banda Sheep

20h40 – Banda AltF4

21h30 – Mini Box Lunar (AP) (banda que integra o Line Up do Festival Até o Tucupi, que acontece este mês em Manaus, e será o grande Festival independente de 2010)

Acontecerão apresentações de danças indígenas nos dias 12, 13 e 14, sem horário fixo.

Mais informações sobre o Palco podem ser obtidas no (95) 8115-4400.
Site: www.coletivocanoa.blogspot.com


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18/05/2010

Editorial - Todo Mundo Investe




Estreamos o editorial do Portal Nagulha para discutir um assunto polêmico e que dá muito “pano para manga” sempre que mencionado: a relação entre as bandas independentes e os festivais. Esse texto já foi divulgado antes pelo Portal Dosol, mas creio que o assunto ainda esteja bem quente pra ser discutido aqui.

Num ano de crise como o que passamos, tem ficado cada vez mais evidente qual é o papel de um festival indie e das bandas que deles participam, até porque é fato de que sem bandas não tem festival. Falo isso com muita propriedade e com muita kilometragem no assunto, afinal jogo dos dois lados: como banda e como produtor de um festival indie. Além de promover 7 edições do Festival Dosol e mais umas 20 edições de festivais menores ainda rodei o Brasil visitando cenas e compartilhando experiências tanto tocando como no público. Sei bem do que vou falar.

A primeira coisa que tem que ser desmistificada é que bandas independentes invariavelmente pagam para tocar em festivais. Isso é preguiça de quem não quer fazer sua parte dentro da roda que move o rock alternativo e adjacências. Existem diversos festivais que dão ajuda de custo volumosa (pelo menos metade deles) para as bandas chegarem na região do show. Cabe a banda potencializar essa ajuda com tours, outros shows, merchadising e coisas do tipo. Saber se programar é praticamente uma lei nesse mercado ainda em construção é magro de orçamentos.

Na Europa isso é muito mais corriqueiro que aqui. Por lá uma pequena banda que toca no palco 3 do Glastonbury por exemplo tem a mesma (ou se não menor) ajuda do que as bandas nacionais por aqui. A diferença é que lá essas bandas estão em tours extensas, passando vários meses na estrada e montando um mapa viável para se divulgar. Como 99% das bandas nacionais são bandas “de fim-de-semana” a coisa complica. Só que é mais fácil culpar o vizinho pelo mal cheiro, do que olhar a própria privada.


Quando um festival é de pequeno ou médio porte e não pode pagar para sua banda chegar no local do show, lembre-se que existem uma dezena de outros custos para a sua participação acontecer. Fiz uma conta rápida e básica para ver quanto uma banda (de quatro pessoas) custa para um festival sem contar com ajuda de custo para chegar no mesmo:

Alimentação: 100,00
Hospedagem: 200,00
Translado: 150,00
Despesa no show (camarim, bebida): 60,00

Só nesses itens a brincadeira já dá mais de R$500,00 e não estamos nem colocando o investimento de marketing do festival para promover a banda, dentre outros itens mais difíceis de calcular. A maioria dos grupos que reclama não consegue fazer R$500,00 de bilheteria nem dentro de casa, imaginem fora.

É preciso ter a noção de que festivais independentes também se pagam do bolso para acontecer. Não tenho os dados, mas aposto minha mão direita como mais da metade dos festivais da ABRAFIN, por exemplo, foram deficitários em 2008 (mesmo com patrocínios em alguns casos). Nem por isso deixarão de ser realizados em 2009, 2010 e por aí vai. Um investimento pesado e que não está sendo levado em consideração na hora de uma análise mais fria (e até irresponsável de alguns fanzines virtuais internet afora). Então chegamos a conclusão que todo mundo investe para que o rock possa acontecer, certo?

Claro, existem festivais que estão pseudo-interessados na “cena” da sua cidade e da sua região e mesmo com verbas volumosas captadas terminam sem ajudar em nada (ou em quase nada) os artistas independentes, o que é uma grande sacanagem. Agora uma coisa é certa: se você é banda e aceita essa condição (e às vezes vale a pena aceitar) é porque concorda com ela. Depois não adianta chorar. Produtores, músicos, jornalistas e festivais “malas” estão espalhados mundo afora como em qualquer outra atividade. Humanos são seres difíceis mesmo, já dizia meu ídolo Leonardo Panço, do ótimo grupo punk carioca Jason.

Uma distorção que tem acontecido muito é tratar um festival de música independente como se ele fosse um potencial contratante de bandas, quando na verdade um evento com essas características é uma plataforma para que as bandas busquem mercado dentro das cidades. Em alguns casos, de bandas médias já consagradas e com um bom público dentro do mercado, podemos até considerar os festivais como contratantes, mas essa realidade só se aplica a 1% do universo de bandas existentes no Brasil. Uma exceção que justifica a regra.

Uma coisa é certa, banda tem que ter música boa, tem que ter um network, diferencial, ser empreendedora dentro da sua região, ter tempo para o projeto, estar envolvida com a cena local em todos o sentidos e ter noção de como as coisas funcionam. Se não for desse jeito o projeto não sai do canto e aí você vai ter que escolher entre relaxar e trata-la com um grande hobby sem pretensões ou entrar na roda de quem quer por as coisas para frente. Como eu já disse antes, depois não adianta chorar!

Vamos ao trabalho!

http://nagulha.com.br/editorial-todo-mundo-investe/

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