25/05/2010

Bret Michaels retorna ao hospital com buraco no coração




Após recuperar – se de uma hemorragia cerebral no começo deste mês, Bret Michaels (vocalista da banda poser farofa Poison) voltou ao hospital esta semana, após sofrer nas palavras da equipe médica que o atendeu, de um Ataque Isquêmico Transitório (TIA), um distúrbio cerebral causado por uma alteração no suprimento de sangue para uma área do cérebro, resultando em uma disfunção neurológica. O comunicado foi feito por meio de sua assessoria de comunicação em seu site oficial.

O cantor passou por uma bateria de exames desde tomografias, testes de ressonância magnética e ultrassom, com o objetivo de encontrar coágulos sanguíneos. O exames detectaram que o frontman do Poison, tem um buraco no coração. A notícia caiu como uma bomba para os fãs e a família de Bret Michales. Mas o lado bom e esperançoso do problema, é que ele pode ser operável e tratável.

Segundo o chefe da junta médica que coordenou os testes em Bret, Dr. Zabramski, o cantor vem reagindo bem ao tratamento, e quer muito fazer uma recuperação completa, para poder retornar a convivência familiar e aos palcos. Bret Michaels vem recebendo atendimento ambulatorial, com exames de sangue e uma injeção diária de Lovenox, diluidor de sangue que reduz as chances de coágulos.

Agora nos resta torcer e rezar para a rápida recuperação do vocalista do Poison, que apesar de ser umas das bandas mais posers farofas dos anos 80, tem o seu lugar de destaque no Hall da Fama do Rock n Roll.

A Redação do Manifesto Blog, manda as boas vibrações para Bret Michales, só não usaremos a aquela horrível bandana na cabeça. YEAH !!!!

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Bono Vox é internado as pressas na Alemanha




Bono Vox, líder do U2, foi submetido a uma cirurgia de emergência, na sexta passada (21) em um hospital na cidade de Munique, Alemanha. O vocalista machucou as costas, após acidente enquanto a banda ensaiava para a turnê americana, a informação é da agência de notícias Reuters.

Bono deve passar os alguns dias no hospital em observação, antes de voltar para casa para se recuperar de susto. Enquanto isso as datas dos shows foram adiadas, e não há nenhuma previsão para novas datas e nem anuncio oficial. O U2 atualmente está excursionando com a 360º Tour, a tour americana ,teria início no dia 3 de junho, em Salt Lake City.

Bono completou 50 anos de idade no início de maio, o Blog Manifestou torce para que o cantor se restabeleça logo.

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Manu Chao Toca na Virada Cultural em Belém (PA)


O músico francês Manu Chao, está no Brasil, e toca pela primeira vez na capital Belém (PA) no dia 30 de maio, domingo, no African Bar. O show marca a abertura da Virada Cultural Paraense. Chao vem embalado na esteira de sua última turnê La Ventura, e tocará ao lado de artistas locais como:

Juca Culatra & Power Trio e Coletivo Rádio Cipó (com Mestre Laurentino e Dona Onete), que fazem uma embolada com reggae, dub, ska e carimbó, DJ Patrick Torquato,nas pick ups com seus beats globais e lenda do Carimbó Pinduca, de quem Manu Chao se declarou um super fã, pedindo expressamente que ele fizesse parte da festa que participará em Belém.
Com o pedido devidamente atendido pela Sonique Produções, quem ganha é o público que terá o rei do carimbó e seu carisma inesgotável em uma noite especial.

Fica aqui a indignação da equipe do Manifesto Blog, até quando a Secretaria de Cultura do Amazonas, continuará fazendo eventos do tipo “me engana que eu gosto”, e fechar os olhos pros grandes eventos que acontecem ao nosso redor por toda a nossa região norte.

Fica aqui o nosso PROTESTO !!!

Show: Manu Chao
Abertura: Pinduca, Juca Culatra & Power Trio e Coletivo Rádio Cipó
DJ: Patrick Torquato (Baile Tropical)
Local: African Bar (Praça Waldemar Henrique, s/n Belém – PA)
Data: 30 de maio (domingo), a partir das 18h
Ingressos: 1° lote a R$ 25 / 2° lote a R$ 30 / 3° lote a R$ 35
Informações: 91-9198-7747

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Show Comemora 2 anos do Coletivo Megafônica em Belém (PA)












Nessa madruga, ali perto da meia-noite, enfim aconteceu algo que compensou que, ao invés de estar presente na festa de aniversário de 2 anos do Coletivo Megafônica, eu precisasse me contentar apenas em ouvir sua transmissão pela web rádio Independentes do Brasil: foi quando o jornalista Nicolau Amador publicou no Twitter o link da entrevista que fez com Juca Culatra, que estava naquele exato minuto fazendo uma participação especial no show do Nevilton, que o saudou como "embaixador do Pará" e "prefeito de Belém". Fora essa alegria - tem coisas que só a internet proporciona pra você -, ninguém em sã consciência poderia dizer que havia forma & lugar melhor para curtir o fervo que foi esse aniversário do que estar em pessoa no próprio Café com Arte!

O primeiro show que ouvi foi o da The Baudelaires, que confirmou para esta semana que inicia o lançamento do CD School Days. (Detalhe: quando comecei a ouvir a transmissão, soube que a Paris Rock já havia tocado, mas não sei se o show foi ou não ao ar. Aliás, é preciso dizer, ontem a qualidade do áudio no IdB deixou a desejar).

Baudelaires levantou a galera com sucessos como "Little Rino" e "Moon Dancer". Depois, foi a vez de Stereoscope, cujo show eu estava curtindo muito até que na hora de "Canção que Não Toca no Rádio" meu player travou (decerto tomando o título da canção ao pé da letra!)... Felizmente tudo voltou a funcionar a tempo de eu acompanhar o show do Nevilton, que pelo visto (aliás, pelo ouvido) foi marcante mesmo. O paranaense chamou ao palco Mau-Mau, vocalista da Paris Rock, e depois - como já foi dito - Juca Culatra. Aliás, chamou não: Juca subiu ao palco, estabelecendo o seguinte: sempre que um dos dois - Juca e Nevilton - estiver presente em show do outro, tem a permissão para invadir o palco e mandar um som conjunto. O acordo já foi colocado em prática na hora, com os dois mandando ver duas culatras: "Criolo Muito Doido da Cabeça" e "Brócolis Exposto ao Sol".

Além disso, Nevilton, como era esperado, cantou os sucessos do seu EP Pressuposto -"Singela", "Vitorioso Adormecido", "O Morno" -, e "A Máscara", que saiu numa coletânea do Urbanaque. Como era esperado ao menos por mim, apresentou já alguma influência da recente turnê pelo Nordeste com os amapaenses da Mini Box Lunar (cantou uma música que disse ter aprendido com eles, ou algo assim, nessa hora o áudio tava tenebroso). Já no capítulo do totalmente inesperado, mandou uma versão muito livre de "Asa Branca" (Luiz Gonzaga - Humberto Teixeira), com direito a longo-e-maravilhoso solo improvisado de guitarra! (Rapaz!! Que que era aquilo!) A transmissão encerrou no final do show de Nevilton, que anunciou que em seguida quem assumia o comando das operações megafônicas era Juca Culatra.

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24/05/2010

O formato digital deixou as músicas efêmeras?


O formato digital deixou as músicas efêmeras?

A música, de certa forma, sempre foi uma linguagem utilizada pelos povos, para que fossem passadas as histórias e vitórias dos antepassados. Os motivos eram óbvios, a forma musicada e rimada facilitava com que as pessoas decorassem as histórias, e até mesmo algumas lendas.
Com a evolução da sociedade, foram criadas formas de registro da música, no caso, os discos. Quem assistiu "Cadillac Records" o filme, sabe sobre o que falo. O filme é uma história fiel de como começou o rock n' roll.

Porém, a música digital criou uma nova leva de compositores de quarto, que criam trabalhos (bons ou ruins, não estou julgando isto), divulgam para algumas pessoas, mas estes registros são, sim, virtuais na maioria das vezes. Não existe mais a mídia física, que facilita o armazenamento do trabalho artístico. E como estas músicas são pouco divulgadas, e poucos são os que escrevem música, estes trabalhos estão fadados ao desaparecimento.
Do jeito que as coisas andam, dificilmente veremos novos Leds, Stones ou Beatles....

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21/05/2010

Ramones: ex-integrante em show tributo no Brasil


A produtora Web Rockers orgulhosamente anuncia o show “Joey Ramone Friends Live”, tributo oficial com uma banda formada especialmente para esse show, tocando apenas clássicos dos Ramones.

Dentre as participações ilustres e mais do que especiais, os destaques ficam para Richie Ramone (ex-baterista dos Ramones), que comandará as baquetas nesse show, ao lado do vocalista Mickey Leigh ( irmão de Joey Ramone, saudoso vocalista dos Ramones) e dois “ramoníacos” brasileiros - Fernando Hound (baixista da banda Fox Hound de São Paulo) no baixo e Passa Mal na guitarra.

Mais informações em breve.

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20/05/2010

A guitarra é a alma do Rock?

Foto: Alex Lifeson (Rush)


Quando o Rock surgiu, um instrumento se diferenciava dos demais. A guitarra elétrica!
De fato, a guitarra gera um sentimento diferente a todos que a escutam. Tanto que os guitarristas de rock são sempre mais lembrados que os demais músicos (foi mal, amigos...mas é verdade). Eric Clapton, Jimi Hendrix, Jimmy Page, Yngwie J. Malmsteen, são alguns dos exemplos de músicos que ultrapassaram a própria música, e firmaram a mística no instrumento!
A guitarra hipnotiza os ouvintes! Ela é sexy, doce e, às vezes, brutal! Ela seduz a todos!

Todo roqueiro que se preze possui um solo de guitarra preferido. Para mim, nada melhor que os solos de Bandas Clássicas como Rush e Led Zeppelin. Os solos são ótimos quando queremos chorar (um solo melancólico, como o do final de Layla, do Eric Clapton por exemplo), sorrir, como os solos divertidos de Buddy Guy (é bluseiro, mas...e daí?), ou mesmo zoar tudo, como o de "The Audience is Listening", do Stevie Vai!
Tendo falado isso, qual o seu solo favorito? ( curtam os solos de guitarra, sem preconceitos!)

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Cadastro de Bandas


O Blog Manifesto Rock, abre espaço para o cadastro de bandas. Essa iniciativa servirá para os eventos da Shirokuma Produções, e para organizadores de outros eventos, que queiram entrar em contato as bandas.
Mande-nos Release, e-mail, fone para contato, e também o estilo musical.
É só postar em comentários que seu cadastro estará acessível para todos.


Manifesto Blog agradece !!!

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Dica Manifesto. (será que vale a pena?)

Concurso vai escolher banda de abertura para shows do Green Day no Brasil.

Se você tem uma banda e gostaria de abrir os shows que o Green Day fará em outubro em quatro capitais brasileiras, fique ligado. O site de vendas de ingressos Livepass.com.br informou aos fãs do trio norte-americano que será realizado um concurso para escolher a banda que terá a missão de agitar o público antes do Green Day subir ao palco.

As regras e condições para a participação ainda não foram divulgadas. Segundo informações publicadas no site, a própria banda estará ligada ao concurso e escolherá qual banda vai se apresentar.

O Green Day volta ao Brasil após 12 anos desde que tocou no país pela última vez. A nova turnê tem quatro shows agendados no mês de outubro em Porto Alegre (dia 13), Rio de Janeiro (15), Brasília (17) e São Paulo (20). Os locais exatos dos shows serão divulgados em breve, assim como informações sobre as vendas de ingressos.

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Vem Ai... Korzus

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Dia 29/05 Cabelo Rock Festival

Dia 29 no Bar do Cabelo, acontece mais uma versão do Cabelo Rock Festival. Essa edição está bem mais eclética, atendendo a todos os gostos, terá bandas de Rock Nacional passando pelo Rock N Roll e terminando no bom e velho Trash Metal.
Vale a pena conferir.

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Mercado Manifesto II




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19/05/2010

Mercado Manifesto !!!


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Classificados Manifesto !!


Vendo,

Pedal de bateria simples Série DW 4000 em ótimas condições de uso.

Valor
R$ 200,00

Valor na loja R$ 450,00

Aceito proposta.

Contatos: 3249-1981/8812-8352 – cirojamil@hotmail.com

Ciro Jamil (Baterista da banda Olhos Imaculados)



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The Cure libera raridades na Internet


Vinte músicas raras da banda The Cure estão disponiveis oficialmente para audição na internet. Trata-se de uma coleção de gravações ao vivo, versões demo e ensaios liberadas pelo grupo de Robert Smith.O pacote de raridades recebeu om nome de "Alternative Rarities 1988-1989", mas não deve ser colocado à venda. Entre raridades estão versão ao vivo de 'Faith' e 'Disitegration' e áudio de ensaios da banda tocando 'Funknotfunk' e 'Babble'. As músicas podem ser ouvidas no endereço www.thecuredisintegration.com

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18/05/2010

Mark Lanegan, a lenda do grunge fará shows no Brasil


A notícia da vinda de uma das lendas do movimento grunge, foi dada pelo jornalista Lúcio Ribeiro por meio do seu blog Popload. Lanegan, vai se apresentar na 3ª versão do festival Popload Gig, que acontecerá em São Paulo, no dia 24 de junho na casa noturna Comitê, antigo Avenida Club, e contará com as bandas Girls e Men.

Mark Lanegan, foi vocalista dos Screaming Trees e passou por bandas como, Queens of the Stone Age e Gutter Twins (em parceria com o vocalista do Afghan Wings, Greg Dulli) ultimamente vinha fazendo shows com a cantora Isobel Campbell, divulgando o disco “Ballad of Broken Seas”

A avalanche de shows que assola o Brasil no meses de maio e junho, é uma prova que o Brasil além de país do carnaval e do futebol, também é o país do indie rock.

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Necroblood é uma das atrações do 2º Zona Leste Rock Festival de 2010




Na ativa há 2 anos,a Necroblood, faz um Trash-Groove Metal, com influências de: Testament, Lamb of God, Pantera e Matanza. A banda começou fazendo covers no estilo new metal, mas de uns tempos pra cá, trabalha apenas o seu material próprio, tendo inclusive um single, “Filhos de Manaós”, que pode ser baixado no www.myspace.com/necroblood66.

Segundo um dos vocalistas, Augusto Severo, as letras falam de política, passionalidade e muita fúria direcionada. “Nós, sentimos na pele as dificuldades de tocar nosso o repertório autoral, pois Manaus é a cidade dos covers, mesmo assim, é gratificante ver que tem pessoas que escutam nosso som e se divertem” disse o vocalista.

A banda é formada por: André Baco na Guitarra, João Paulo e Augusto Severo nos Vocais,Ramiro no Baixo e Ricardo Capeta na Batera. A Necroblood será uma das atrações,no próximo Zona Leste Rock Festival que acontece domingo dia 30/05 no Pitt Bull Lanche Rock,ao lado da Infâmia, Roodie, Seaside e Underflow. É só chegar lá e ver os caras ao vivo.

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Mudhoney toca na Virada Cultural em Sampa


Em maio, o Mudhoney, um dos mais importantes remanescentes da cena grunge de Seattle, estará de volta ao Brasil para uma pequena turnê. A banda aproveitou a passagem pela Virada Cultural Paulista (evento organizado pela Secretaria de Cultura de São Paulo), e agendou mais um show ,na casa noturna Clash Club em Sampa. Já é a quarta vez que os americanos vem ao país, e os fãs vão poder ouvir o set list do seu mais recente disco “The Luckies Ones”, lançado em 2008. Segundo o vocalista Mark Arm, o disco foi gravado em 3 dias, e contém a energia visceral do começo de carreira.

A abertura ficou a cargo do Vespas Mandarinas, nova banda do guitarrista Chuck Hipolitho, ex-Forgotten Boys. Além da apresentação no Clash Club, o Mudhoney toca no interior paulista, nas cidades de Mogi das Cruzes e São José do Rio Preto, um presente ao público, que poderá ver o show na faixa, um exemplo a ser seguido pela Secretaria de Cultura aqui do Amazonas, que só oferece pão e circo, regado a Boi Bumbá, Axé shit e Pagode.

É bom a galera de Manaus se ligar nas promoções das passagens áreas, pois ver o Mudhoney, de grátis, além de ser um show histórico, é uma oportunidade em um milhão de ver os verdadeiros fundadores da cena de Seattle.

O Grunge está morto, mas o Mudhoney não !!!

Quem ainda não saca o som do Mudhoney, Manifesto Blog aconselha baixar o CD “Here Comes The Sickness: The BBC Recording Live, confira , pois vale a pena !!!

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Editorial - Todo Mundo Investe




Estreamos o editorial do Portal Nagulha para discutir um assunto polêmico e que dá muito “pano para manga” sempre que mencionado: a relação entre as bandas independentes e os festivais. Esse texto já foi divulgado antes pelo Portal Dosol, mas creio que o assunto ainda esteja bem quente pra ser discutido aqui.

Num ano de crise como o que passamos, tem ficado cada vez mais evidente qual é o papel de um festival indie e das bandas que deles participam, até porque é fato de que sem bandas não tem festival. Falo isso com muita propriedade e com muita kilometragem no assunto, afinal jogo dos dois lados: como banda e como produtor de um festival indie. Além de promover 7 edições do Festival Dosol e mais umas 20 edições de festivais menores ainda rodei o Brasil visitando cenas e compartilhando experiências tanto tocando como no público. Sei bem do que vou falar.

A primeira coisa que tem que ser desmistificada é que bandas independentes invariavelmente pagam para tocar em festivais. Isso é preguiça de quem não quer fazer sua parte dentro da roda que move o rock alternativo e adjacências. Existem diversos festivais que dão ajuda de custo volumosa (pelo menos metade deles) para as bandas chegarem na região do show. Cabe a banda potencializar essa ajuda com tours, outros shows, merchadising e coisas do tipo. Saber se programar é praticamente uma lei nesse mercado ainda em construção é magro de orçamentos.

Na Europa isso é muito mais corriqueiro que aqui. Por lá uma pequena banda que toca no palco 3 do Glastonbury por exemplo tem a mesma (ou se não menor) ajuda do que as bandas nacionais por aqui. A diferença é que lá essas bandas estão em tours extensas, passando vários meses na estrada e montando um mapa viável para se divulgar. Como 99% das bandas nacionais são bandas “de fim-de-semana” a coisa complica. Só que é mais fácil culpar o vizinho pelo mal cheiro, do que olhar a própria privada.


Quando um festival é de pequeno ou médio porte e não pode pagar para sua banda chegar no local do show, lembre-se que existem uma dezena de outros custos para a sua participação acontecer. Fiz uma conta rápida e básica para ver quanto uma banda (de quatro pessoas) custa para um festival sem contar com ajuda de custo para chegar no mesmo:

Alimentação: 100,00
Hospedagem: 200,00
Translado: 150,00
Despesa no show (camarim, bebida): 60,00

Só nesses itens a brincadeira já dá mais de R$500,00 e não estamos nem colocando o investimento de marketing do festival para promover a banda, dentre outros itens mais difíceis de calcular. A maioria dos grupos que reclama não consegue fazer R$500,00 de bilheteria nem dentro de casa, imaginem fora.

É preciso ter a noção de que festivais independentes também se pagam do bolso para acontecer. Não tenho os dados, mas aposto minha mão direita como mais da metade dos festivais da ABRAFIN, por exemplo, foram deficitários em 2008 (mesmo com patrocínios em alguns casos). Nem por isso deixarão de ser realizados em 2009, 2010 e por aí vai. Um investimento pesado e que não está sendo levado em consideração na hora de uma análise mais fria (e até irresponsável de alguns fanzines virtuais internet afora). Então chegamos a conclusão que todo mundo investe para que o rock possa acontecer, certo?

Claro, existem festivais que estão pseudo-interessados na “cena” da sua cidade e da sua região e mesmo com verbas volumosas captadas terminam sem ajudar em nada (ou em quase nada) os artistas independentes, o que é uma grande sacanagem. Agora uma coisa é certa: se você é banda e aceita essa condição (e às vezes vale a pena aceitar) é porque concorda com ela. Depois não adianta chorar. Produtores, músicos, jornalistas e festivais “malas” estão espalhados mundo afora como em qualquer outra atividade. Humanos são seres difíceis mesmo, já dizia meu ídolo Leonardo Panço, do ótimo grupo punk carioca Jason.

Uma distorção que tem acontecido muito é tratar um festival de música independente como se ele fosse um potencial contratante de bandas, quando na verdade um evento com essas características é uma plataforma para que as bandas busquem mercado dentro das cidades. Em alguns casos, de bandas médias já consagradas e com um bom público dentro do mercado, podemos até considerar os festivais como contratantes, mas essa realidade só se aplica a 1% do universo de bandas existentes no Brasil. Uma exceção que justifica a regra.

Uma coisa é certa, banda tem que ter música boa, tem que ter um network, diferencial, ser empreendedora dentro da sua região, ter tempo para o projeto, estar envolvida com a cena local em todos o sentidos e ter noção de como as coisas funcionam. Se não for desse jeito o projeto não sai do canto e aí você vai ter que escolher entre relaxar e trata-la com um grande hobby sem pretensões ou entrar na roda de quem quer por as coisas para frente. Como eu já disse antes, depois não adianta chorar!

Vamos ao trabalho!

http://nagulha.com.br/editorial-todo-mundo-investe/

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Canal Multishow exibe Documentário dos Rolling Stones em junho


Se você é fã dos Stones, é bom ficar ligado. O canal Multishow exibe com exclusividade no dia 4 de junho, às 23h, o documentário “Rolling Stones, Exile On Main Street”, com direção de Stephen Kijak.

O documentário mostra um período polêmico da banda, que nessa época (1969) era acompanhada por modelos, artistas, músicos junkies e traficantes. A película serve para aquecer o relançamento do álbum Exile on Main Street, previsto para o dia 22 de junho.

Imperdível !!!

Dia: 4 de junho

Horário: 23 h Canal Multishow - 42 Sky

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