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15/04/2011

DISRITMIÄ: Em Nova Fase e Pronta Para Destruir!

Entrevista cedida pelo baterista Matheus Beltrão e pelo novo vocal Marcelo Silva, onde explicam as mudanças na formação, falam do primeiro álbum "O Inferno é Aqui" (lançado no final de 2010) e trocam algumas idéias sobre a cena local. Confiram!


MANIFESTO ROCK - Saudações Matheus e banda Disritmiä, sejam bem-vindos mais uma vez ao Manifesto Rock! Recentemente, a banda sofreu uma baixa com a saída do vocalista Marcelo X, muito querido pelo grupo. O que aconteceu realmente?


MATHEUS BELTRÃO - Bom , logo após a gravação do novo álbum, o Marcelo x começou a sentir algumas dores que lhe incomodavam bastante até mesmo nos ensaios da banda, as dores foram ficando cada vez mais insuportáveis. Depois do diagnóstico veio a triste notícia,hérnia de disco. Marcelo teve que viajar para sua terra de origem, Rio de janeiro, e após alguns meses sem noticia ele nos ligou informando que estava tudo bem, mais que haveria possibilidade de não voltar mais para Manaus. Mesmo assim nos pediu que continuássemos a banda sem ele.


MR - Com a entrada do experiente Marcelo Anihilator, conhecido vocal da Mortificy (death metal) para continuar a luta da Disritmiä, como está indo essa nova formação e o que o público headbanger e punk/hardcore podem esperar dela?


MATHEUS - A entrada do Marcelo anihilator deu um novo animo para banda, pela vasta experiência dele concerteza as pessoas que curtem a banda não irão se decepcionar.


MR - O novo trabalho “O Inferno é Aqui” é o primeiro álbum da banda e traz uma notável melhora na qualidade de áudio em relação a demo “Motim Massacre”. As músicas foram mixadas e masterizadas pelo Rafael da Subviventes, veterana banda punk do ABC paulista e que já tocou em Manaus. Como surgiu a oportunidade de trabalhar com ele?


MATHEUS - Fomos convidados pelo “Denthrash” para abrir o show do Ratos de Porão no Aomirante , uma semana antes passei na oficina do Julio “Fetos Inocentes” ele falou que os caras do subviventes estavam em Manaus e que também iriam tocar no show, e que estavam a procura de um lugar para ensaiar, foi então que tive contato com os integrantes da banda. Aproveitando o ensaio que parecia um show com muita cerveja, mostrei as guias de gravação da banda para o Rafael”Sub”, ele gostou da banda e se propôs em fazer a masterização em (SP).


MR - As músicas novas me pareceram mais “maduras”, claro que é impossível ser 100% original quando falamos de composições, mas é notável que a banda desenvolveu características próprias (que não lembram outras bandas), apesar das influências. Como foi o processo de criação delas? Há alguma que você considera mais “especial”?


MATHEUS - Sim, a "Trauma" na minha opinião foi a música mais “especial”, pois quando Adams escreveu a letra tive que criar um blast beat bem nervoso na batera, foi ai que em uma noite quando estava indo para o estúdio, parei no meio do caminho ouvi um som de batuque que vinha do sítio ao lado. Curioso perguntei ao caseiro o que era aquele som, ele falou que ali era um terreiro de macumba..hehe..o som dos batuques me deixaram fascinado então pensei como ficaria esse som com pedal duplo rápido e alguns pratos de efeitos foi então a minha inspiração para a música "Trauma".


MR - Como está se dando a divulgação do álbum em Manaus e fora da cidade? E como está sendo a receptividade dele?


MATHEUS - Na cena local o álbum foi muito elogiado, mesmo porque a qualidade da gravação ficou satisfatória para quem gravou em um home Studio, e fora também recebemos algumas propostas para participar de algumas coletâneas.Quero aproveitar a oportunidade e agradecer ao Thony “Sacrificy”, que tem nos ajudado bastante nessa divulgação.


MR - As letras se voltam para o protesto sobre corrupção política, fanatismo religioso, guerra e insanidade humana em geral. Sem dúvida, é uma grande motivação conhecer a postura da banda. Sobre atitude, como você vê a luta da cena punk/hardcore hoje em dia?


MARCELO SILVA - Certamente essa é um resposta muito difícil de reponder por completo. Podemos dizer que há de fato muitas bandas hoje na cena, mas o que percebemos é que bandas vão e vêm e somente poucas e boas permanecem. Isso se deve as bases da banda, que devem ser bem sólidas. Temos contato com diversas bandas e posso dizer que há ainda muita gente com atitude por aí. É bem difícil dizer se hoje em dia isso é maior ou menor que nos tempos passados onde o fator motivacional era de fato a situação sócio política brasileira que é totalmente diferente da que vivemos hoje. Acredito que os punk e hc's de hoje são diferentes dos de antes mas nem melhores nem piores, apenas diferentes.


MR - Como você vê a cena rock underground de Manaus atualmente e a luta pela valorização do trabalho autoral das bandas locais? Que trabalhos você destacaria?


MARCELO - Em Manaus temos uma cena crescente. Estamos falando de um lugar que é geograficamente distante do resto do país, temos menos acessos a shows de grandes bandas e mesmo de bandas mais undergrounds em circulação dificilmente passam por aqui em suas turnês. Com isso as bandas e o público em geral troca pouca experiência com as cenas de outros estados, sendo esse restrito somente a internet e correrio. Dessa forma a cena em Manaus é deferente de qualquer outro lugar. Temos uma forma nossa de tocar, se expressar e fazer as coisas acontecerem. É bem mais comum aqui bandas de vários estilos diferentes tocarem juntos. Acho isso um ponto bem positivo para a nossa cena. Acreditamos que estamos todos junto para nos expressar artisticamente e fazer amizades. Transitar no meio metal, punk e hardcore é algo de que não abrimos mão. Localmente temos como destaque bandas como a "Fetos Inocentes", "Mortificy", "No Choice", "Evil Sindicate", "Glaucoma" e outras. De qualquer forma, acreditamos que a cena ainda tem uma longa estrada de desenvolvimento pela frente.


MR - Um mensagem aos leitores do Blog Manifesto Rock...


MATHEUS - Apóiem sua cena “underground” e em especial a cena local pois se não for por seu esforço próprio, você não vai ter nada. E conheçam coisas diferentes, não se limitem. Abram suas mentes para idéias diferentes e façam de suas idéias realidade.


HISTÓRIA


Recém chegado em Manaus, no ano de 2007, Marcelo X, ex-integrante da banda XXXXXXX, procurava músicos para compor uma banda com postura agressiva. Se informando com o pessoal da cena local e mostrando suas influências, chegou ao bar Tulipa Negra para conversar com Marcelo Silva, vocalista do Mortificy, banda local de Brutal Death Metal.


A intenção era localizar músicos que topassem tocar um estilo ainda fora da cena em Manaus, com influências Grind, Crust, D-Beat e afins. Procurando em redes sociais, encontrou o Thiago Catarse (primeiro vocal) e o Arthur Ex-Alterego (primeiro baixista), onde teve informações que havia uma banda de hardcore chamada No Choice. Entrou em contato com os músicos da “No Choice” e estava feita a primeira formação do Disritmiaä com Matheus Beltrão na bateria, Arthur no baixo, Adams Cavalcante na guitarra e Marcelo X nos vocais.


A banda iniciou o processo de composição que culminou na aclamada demo Motim Massacre lançada em 2009 pelo selo Nosso Bolso Records e obteve excelente repercussão na cena local. Diversas apresentações sucederam e a banda foi ganhando experiência de palco na mesma proporção em que ganhava reconhecimento. Decididos a gravar um álbum com qualidade que demonstrasse a intensidade de suas músicas, Matheus e Adams compraram, com esforço próprio, equipamentos precisos para montar um estúdio. Estava formado a Nosso Bolso Records. Adquiridos conhecimentos de gravação com Sonar 8, os próprios integrantes gravaram o debut album "O Inferno é Aqui", que foi masterizado em São Paulo pelo guitarrista da banda Subviventes, Rafael Subviventes.


Marcelo X saiu da banda, sendo transferido para o Rio de Janeiro por motivos de trabalho, sendo recrutados para a banda Michel Marques para os baixos e Marcelo Silva (do Mortificy) para os vocais. Estava formado a atual formação do Disritmiaä, condensando fúria e agressividade em formato Crust/Grind. Fazendo o que mais sabem fazer, som porrada, pesado e direto.


Formação atual:


Marcelo Silva: Gutural

Mateus Beltrão: Arregaço

Michel Marques: Graves

Adams Cavalcante: Riferama O novo CD "O Inferno é Aqui" pode ser adquirido por R$10,00 através dos contatos:




Orkut:



E-mail: chateus@hotmail.com Entrevistas anteriores:




Por Marcelo Couto

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21/09/2010

ENTREVISTA COM A BANDA DISRITMIA



Apresentamos a vocês um bate-papo com o pessoal da banda DISRITMIA, de hardcore/crust/grind, do Amazonas. Originalmente, a entrevista foi cedida em setembro de 2009, para o meu projeto de revista de rock regional em PDF chamado "Revista Hadze", o qual acabei arquivando (temporariamente) por razões de outros trabalhos que surgiram e inviabilizaram meu tempo. Para não desperdiçar a matéria com a banda, lancei a entrevista no meu LiveJournal, só que infelizmente não consigo mais acessar a conta. Porém, graças as portas que se abriram aqui no Manifesto Rock, agora disponibilizo novamente essa interessante entrevista, onde os membros Matheus (batera) e Marcelo (vocal) procuram mostrar suas opiniões críticas sobre assuntos culturais e sociais de forma simples, descontraída e direta, além de expor fatos na realização da demo "Motin Massacre" e comentários sobre suas músicas, expressões e letras. A matéria foi editada em razão de espaço, para vê-la completa acesse o link do Livejournal ao final dela. Confira!

1) O que é a banda Disritmiä, como surgiu e quais suas influências musicais e ideológicas?
Matheus - A Disritmia é uma banda de hardcore/crust/grind, surgiu com Marcelo, Thiago (ex vocal) e Arthur (ex baixista), que me chamou, e por sorte no dia do primeiro ensaio, depois do ensaio da No Choice, Adams (guitarra) muito bêbado que curtia o som do lado de fora do estúdio, acabou entrando para conferir e ficou na banda até hoje. Daí, surgiu essa banda "nova" de macaco velho que tem por influências musicais de bandas como Ratos De Porão, Municipal West, Slayer, Six Feet Under, Varukers, Toy Dolls e por aí vai... a banda tenta passar mensagens positivas retratando problemas sociais.

2) Conte-nos sobre a produção da demo “Motim Massacre” e como se deu o processo de composição das músicas?
Matheus - O processo de gravação foi meio complicado estavamos gravando em época de chuvas. Por o estúdio ser em um sítio com área aberta tivemos a infelicidade de um raio cair próximo de lá e acabou queimando parte do nosso equipamento de gravação, como já havíamos gravado as guias ao vivo, decidimos lançar a demo, pois não sabiamos quando arrumaríamos grana para comprar novos equipamentos e voltarmos a gravar. E foi com a ajuda do Júnior (ex-Vomitnoise) - que conseguiu melhorar um pouco a qualidade do som - que surgiu a demo “Motim Massacre”. Já no processo de composição Marcelo, Thiago e Arthur trouxeram as letras e no estúdio fizemos as músicas

3) A capa dessa demo mostra cadáveres humanos enfileirados, vítimas de genocídio. Comente sobre a idéia em escolhê-la...
Marcelo - A capa simplesmente mostra que, como nos dias de hoje, o crime contra a humanidade é cometido em várias épocas e lugares do planeta. Do mesmo jeito que foi uma foto da época da 2º guerra, poderia ter sido uma foto em uma favela do Rio ou São Paulo, a violência é a mesma, ou seja, os fracos são sempre os que mais sofrem. A capa foi retirada de um livro chamado “A assustadora história do holocausto” de Michael R. Marrus, professor de História da Universidade de Toronto.

4) A Disritmiä é uma banda fortemente ligada ao cenário hardcore. Porém, ao mesmo tempo, muito bem aceita pelo público metal e frequentemente chamada para tocar em shows de death/thrash. Que análise você faz desses dois públicos que a banda atrai?

Matheus - A disritimiä é uma banda que mistura vários estilos e com isso conseguimos agradar públicos diferentes e isso pra gente é um resultado bastante satisfatório.
Marcelo - Disritmia tem as raízes fincadas no hardcore, no punk, no thrash, no grind e no crust, talvez por isso esta mistura de sons satisfaça aos dois tipos de público. O público hardcore é mais animal nos nossos shows, mas o pessoal do metal também tem comparecido e tem aceito bem o nosso som. Na realidade já ouvi falar que nós somos uma banda crossover, mas não gostamos de nos rotular. Na hora de compormos as músicas cada um coloca suas influências, aí sai o som da Disritmia...

Continuação no LiveJournal...

Orkut - Disritmia
Myspace - Disritmia

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